terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O CAMINHO DA CURA
Como já dizia o poeta espanhol, Antônio Machado: “Não há caminho, o caminho se faz caminhando”. Por isso nosso primeiro tema nesse workshop de cura e libertação tem como tema “o caminho para a cura”. Espero que tenhamos paciência e perseverança para caminharmos na passada de Jesus, que é uma passada eficiente, eficaz, mas nem sempre na velocidade que nossa ansiedade determina, e sim na velocidade que suportamos. No caminho para a cura temos que ficar atentos as placas indicativas que o Senhor Jesus coloca ao longo do trajeto, não podemos vacilar, se isso acontecer abortamos o homem novo, a mulher nova que está sendo gestada em nós.
Jesus ao retornar do território de Genesaré, onde havia libertado o homem possesso pela legião de demônios, é surpreendido por uma multidão que o esperava na praia. Mas a grande surpresa ficou por conta de Jairo, chefe da sinagoga. “Um dos chefes da sinagoga chamado Jairo, se apresentou e, à sua vista, lançou-se a seus pés e rogando-lhe com insistência: Minha filha está nas últimas. Vem impõe-lhe as mãos para que se salve e viva. Jesus foi com ele e grande multidão o seguia comprimindo-o” (Mc 5,22-25)
A primeira situação que temos que observar é que diante da gravidade do fato, Jairo procura primeiro por Jesus. Ele não era seguidor de Jesus, era fariseus, seguidor da Lei. Só que Jairo chega a compreensão que a Lei que ele observava de maneira irrepreensível, tornará incapaz de resolver a grave situação em que se encontrava sua filha. Muitas vezes quando a situação acontece conosco, Jesus é a última pessoa que procuramos, quando procuramos. Primeiro vamos aos meios científicos da área da saúde, recorremos ao melhores médicos e medicamentos quanto isso é possível. Não estou aqui dizendo que procurar o médico e usar medicamentos seja errado. Só estou dizendo que a ciência e limitada. Veja aqui na mesma leitura o caso da mulher com fluxo de sangue: “Sofrera muito nas mãos de vários médicos, gastando tudo o que possuía, sem achar nenhum alívio, pelo contrário, só piorava cada vez mais”. (Mc 5,26) A caminho do médico devo recorrer primeiro a Deus.
Outro ponto importante a ser observado e a primeira frase do verso vinte e cinco, “Jesus foi com ele”. Deus caminha conosco, seja qual for o caminho a ser percorrido, mesmo que estejamos entrincheirados pelo fogo do inimigo, Deus não nos abandona. Lembro de uma cena do filme Forest Gump, o contador de história. Quando ele se alistou no Exército Americano e foi lutar na guerra do Vietnam. O pelotão em que ele estava com seu amigo, soldado Buba, foi surpreendido por uma emboscada dos Vietcongues, diante do fogo inimigo o comandante do pelotão pediu que todos corressem. Forest, obediente a voz de comando partiu em disparada, quando estava em local seguro, percebeu que o Buba não o tinha acompanhado. Decidiu voltar para encontrar o companheiro, quando os outros soldados interferiram dizem pra ele não ir, ele respondeu: “Não sou de abandonar companheiro na guerra”. Jesus não te abandona na guerra contra a enfermidade, ou qualquer sofrimento. “Ainda que eu atravesse o vale escuro da morte, nada temerei, pois estais comigo. Vosso bordão e vosso báculo são meu amparo.
Precisamos fazer também a leitura do que se passava no coração de Jairo. “Jesus foi com ele e grande multidão seguia comprimindo-o”, ou seja, Jesus tinha dificuldade de caminhar, deslocava muito lentamente. Pra você entender a situação de Jairo é preciso que você fique na pele dele. Imagine-se dentro de um carro, com o filho em estado grave, indo para o hospital as 18 horas, na avenida Cristiano Machado, em Belo Horizonte, com o trânsito todo parado e vc num velocidade média de 7 Km por hora, naquele arranca e para. Jairo queria pressa, mas o momento era de lentidão. Temos que aprender caminhar nos passos do Mestre, Não adianta você chegar a sua casa sem Jesus, pois a graça só acontece quando ele entra em nossa morada.
No meio do caminho, sempre aparece o tentador de plantão. Jairo já agoniado com a situação da filha e a lentidão de Jesus; encontra com mensageiros vindos de sua casa com a notícia: “Tua filha morreu. Porque ainda incomodas o Mestre”? (Mc 5,35) Tua filha morreu. Tem notícia pior que essa para um pai, ou uma mãe ouvir gente? Claro que tem. Porque ainda incomodas o Mestre? Essa pergunta que eles fizeram, foi um tiro de fuzil AR 47 na fé de Jairo. A filha já tinha morrido, agora queriam assassinar a fé dele. A morte chega não é quando a doença não tem cura, mas quando a fé é assassinada. Por esse motivo no caminho de cura Jesus nos estimula a todo tempo dizendo: “Não temas, crer somente” (Mc 5,36)
Tirando o foco de Jairo, vamos agora olhar para a mulher que há 12 anos vinha sofrendo com uma hemorragia. “Tendo ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe no manto.. Dizia ela consigo: Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, estarei curada. Ora, no mesmo instante se lhe estancou a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada”. (Mc 5,27-29) Essa mulher sofria de hemorragia há 12 anos, estava enfraquecida, anêmica, falida emocionalmente e também financeiramente, pois tinha gastado tudo que possuía. Como já vimos. Esses eram apenas obstáculos internos, agora vamos listar os externos. Uma grande multidão de acotovelando para poder tocar em Jesus, devia ser dia de sol escaldante e ainda tinha a Lei de Moises que proibia ela de está ali, pois no período menstrual a mulher era considerada impura, proibida de sair de casa e de encostar-se a qualquer pessoa que fosse, caso infligisse a lei, era penalizada com a morte (cf Lv 19,25-31)
Onde essa mulher encontrou motivo para vencer tudo isso até chegar próxima de Jesus ao ponto de tocar na orla de seu manto? Lembrem-se, ela teve que fazer um caminho, caminho esse cheio de obstáculo, que sem motivo ninguém faria. Voltando ao início do verso 27 encontramos a seguinte frase: “Tendo ela ouvido falar de Jesus”. É quando ela escuta a boa nova do Evangelho que ela inicia o seu caminho de cura. Ela estava distante, sofrendo, vendo ir embora seu dinheiro e patrimônio e a situação da doença só piorando. Foi nessa circunstancia desfavorável que ela ouviu falar de Jesus e decidiu fazer o caminho de aproximação. A cada obstáculo vencido era uma etapa de sua cura.
Muitas pessoas hoje em dia, querem ser curadas de seus diversos males, mas não querem fazer o caminho de conversão, de mudança de vida, de rompimento com o pecado. Por esse motivo a gente ver tanta gente passando pelos atalhos. (os Apóstolos, Valdomiro da vida e os Edir Macedo da vida) Esses dias, eu passei na porta de um comercio, onde funcionava uma dessas “igrejas” O pastor pedia para as pessoas irem para a fila, onde uma determinada pastora ia da a unção da beleza, onde os bonitos iam ficar mais bonitos e os feios iam ficar bonitos, a fila já estava do lado de fora da igreja. São pessoas que querem passar por atalhos e não se comprometerem com a verdade do Evangelho.
Há 26 anos atrás, quando pela primeira vez eu pisei em um grupo de oração, ao sair a coordenadora me disse: “Deus está iniciando hoje uma obra em sua vida”. Ela não disse que Deus tinha feito, mas que estava iniciando uma obra. A cada dia que vou rompendo os obstáculos e me aproximando de Jesus, vou sendo curado. A obra só termina quando eu morrer, mas enquanto estiver nesse mundo, sobre a tenda da carne, eu necessito de ser curado.
Infelizmente tem pessoas que se acomodam, deixar de seguir Jesus, ou seja, abandonam o caminho e vive do chamado “bico espiritual”, vai numa missa de cura aqui, outra ali, quando tem um pregador famoso na cidade, ou no grupo de oração ela aparece, está sempre pedindo oração por telefone, ou coisa parecida, mas nada de fazer o caminho de conversão.
Um dia recebi o telefonema de uma pessoa me convidando para almoçar na casa dela em um domingo, eu disse: “vou sim”. Ela então emendou: “ai você aproveita e reza pra meu filho fulano, pra minha filha beltrana, para minha nora, para meu genro e também para meu marido que não gosta de ir à missa. Eu respondi agora o difícil vai ser encontrar um domingo vago em minha agenda, pois estou sempre pregando encontro nos finais de semana. Se você quiser pode trazê-los aqui na Comunidade Reviver que eu rezo com eles.
Vamos pedir a Jesus, que restaure nossa fé, para que tenhamos a paciência de Jairo e a fé da mulher do fluxo de sangue, para fazer o caminho de cura.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Eliminado fantasma
Ontem eu tive a graça de ir a Comunidade Terapêutica Nossa senhora da Divina Providência, lugar que pertence a Comunidade Católica Reviver, onde o trabalho e direcionado a recuperação da dependência química.
Enquanto os profissionais de serviço social e psicologia atendiam os residentes, eu resolvi usufruir da academia. Enquanto corria na esteira, isso mesmo corria, porque alguém pode duvidar que seja capaz disso. Meu pensamento divagava pelos mais de 15 anos de trabalho, que ali é realizado. Eu agradecia a Deus pelo progresso da comunidade terapêutica. Como melhoramos nossa infraestrutura física e também aprimoramos nosso programa terapêutico.
Sendo assim, não teve como deixar de fluir na memória a desculpa de um residente dos primórdios da comunidade terapêutica, para não concluir o tratamento. “Vou embora, porque isso aqui não é o céu que eu esperava que fosse”. Confesso que fiquei frustrado porque não consegui convencê-lo a mudar de idéia e continuar o tratamento, a pior sensação foi à interpretação que eu dei ao que ele falou. Pensei comigo: “Estar mergulhado nas drogas, correndo todo tipo de risco, o faz mais feliz do que está aqui tratando da dependência”.
Pois é amigo! Depois de tantos anos passados, nem sei mais por onde você anda, se encontrou, ou não o céu que você concebera no coração, mas aqui me encontro, não para convencê-lo a tratar, mas para colocar fim a essa frustração que há anos tornou-se meu hospede indesejável.
Pois bem, meu caro amigo. O céu, ou o inferno, nós não encontramos, nós os construímos. A comunidade terapêutica não era o céu que você sonhou, porque o céu sonhado por ti se quer chegou a ser um projeto, portanto não foi construído. Agora eu entendo porque ali se tornou um lugar insuportável para você.
Muitas vezes nós estamos à procura de um refúgio, de um lugar seguro, onde os fantasmas que nos amedrontam sejam incapazes de nos encontrar. Só que fantasma é fantasma, ele sempre da um jeito de entrar em nossa mala. Alias na hora de escolher o que vamos levar para nosso refúgio, nunca deixamos os fantasmas de fora. Costumamos deixar coisas essenciais para trás, mas o fantasminha camarada sempre se dá um jeito de levá-lo. Com o fantasminha fustigando o coração, não tem lugar sossegado pra você curtir o nascer e o por do sol.
Sabe que lembrei agora? Da música Casinha Branca, composta por Gilson. Na letra o autor reclama que tem andado sozinho, que nada lhe dava prazer, sentia a felicidade cada vez mais distante, vendo em sua mocidade tanto sonho perecer. Talvez a parte que mais nos lembramos da música seja o refrão, porque ele é o sonho de consumo de toda pessoa. “Eu queria ter na vida simplesmente Um lugar de mato verde Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda Um quintal e uma janela Para ver o sol nascer”.
Todo mundo quer ter sua “Casinha Branca”. Mas ela parece tão distante, a gente sabe que ela existe, entretanto parece está num lugar inatingível. Que bobagem! Todos nós temos essa casinha branca é ela está num lugar bem acessível, todavia, precisamos está sóbrio para tê-la e fazer com que ela permaneça conosco.
Sabe, eu fico buzina da vida com o marinheiro Popeye, ele tem sua “casinha branca”. Tem um navio, ter navio sugere que ele tenha dinheiro, tem uma namorada, Olivia Palito, apaixonada por ele, se bem que ela não é tão bonita, mas ele também não é nenhum ícone de beleza, pelo contrário. Popeye tem a felicidade em suas mãos. O problema e quando aparece o grande conflito: o “Brutos”. Brutos bate nele, toma-lhe o Navio, dinheiro e namorada, o marinheiro não esboça nenhuma reação. Vai pro seu canto choramingar. A reação dele começa quando alimenta-se de sua porção mágica o “espinafre”. Todos nós podemos enfrentar os nossos fantasmas, enfrentá-los de cara limpa e vencê-los, mas a tentação do “espinafre parece ser mais forte.
Outro dia vi dois adolescentes brigando na porta de uma escola, um deles o mais franzino. Logo se armou com uma pedra. O outro de punhos serrados e fazendo pose de boxeador dizia: “você não confia em sua mão não? Joga essa pedra fora e vem me encarar no braço”. É isso mesmo, precisamos jogar a pedra fora, ou o espinafre como queira. Faz-se necessário confiar em nosso braço pra derrotar os fantasmas que nos atormenta.
Com a pedra na mão, temos a sensação de força e liberdade, mas a verdade é que ela nos neutraliza. Quem tem a pedra na mão sempre pensa: “e se eu jogar e errar o fantasma”?
Temos como exemplo o possesso de Gerasa Ele se imaginava um homem livre, porque o sistema não conseguia subjugá-lo, ele arrebentava todas as algemas e correntes com que o prendiam. (cf Mc 5,3-4) Entretanto o Evangelho afirma: Sempre, dia e noite, andava pelos sepulcros e nos montes, gritando, e ferindo-se com pedras (Mc 5,5) Veja ninguém o feria, mas ele era algoz de se mesmo. O que nos fere está preso em nossas mãos.
A verdade é que eu quero agradecer a esse amigo, que para lhe tirar do anonimato Vou Chamá-lo de Teófilo que significa amigo de Deus. Com você Teófilo eu estou aprendendo muito. Eu sempre quis achar o “meu céu”. Agora eu estou aprendendo a construí-lo, graças a Deus!
Quem tem medo de enfrentar seus fantasmas, nunca vai encontrar sua “Casinha branca”!
domingo, 27 de janeiro de 2013
SAUDADE DO OUTRO
Nunca aventure brincar com a saudade do outro!
Ela é tão sacra quanto a seu livre arbítrio e a sua necessidade de amar e ser amado
Procure conhecer melhor seu imo, porque a amizade, o amor e a saudade sempre encontram guarida dentro de nós.
É nossa bagaceira indispensável na viagem que fazemos pela estrada vida.
Sem amizade e sem amor, a saudade não encontra razões para viver.
E a vida seria uma úlcera aberta, que atormenta de maneira terrivelmente dolorosa.
Se algum dia a saudade se pronunciar dentro de você, escute-a com sensibilidade de coração.
Pela amplitude de sua saudade, você descobrirá a estima e a necessidade de quem está distante de você.
Depois de ter sentido a dor da própria saudade, você terá certeza que a saudade do outro merece reverência!
sábado, 26 de janeiro de 2013
MUTUALIDADE
Eu criança imatura, em teus braços me sinto menino. Seguro, sereno.
Sou como barco pequeno que navega em mar aberto, calmo, onde tudo é brandura
Adormeço como anjo. Vou e volto em sonhos, sonhos lindos, bem vindos.
Restauro-me descansando em ti.
Teu coração grita que me amas! E em mim o coração feliz fala em mutualidade.
Meu amor também é todo seu, todo segundo, cada minuto, toda hora, em todos os dias.
Seja em qualquer estação, nas tempestades e calmaria.
Vitório Evangelista Chaves
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS
É com muita alegria que a Comunidade Católica Reviver, acolhe seus filhos e filhas para esse dia de oração e formação. Infelizmente a nossa vida corrida com tantos afazeres tem nos impossibilitado de viver, momentos como esse, de fraternidade e formação.
Dei a esse ensino um título que comumente está em uso no nosso meio: “Ele está no meio de nós”. Quem aqui nunca começou um grupo de oração, ou até mesmo um atendimento individual de oração repetindo essa célebre frase do senhor David: “Deus está aqui” e ainda dando como referencia a citação do Evangelista Mateus, “Pois onde Dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu ali estarei no meio deles”. ( Mt 18,20)
Pois bem, repetir essa frase, não pode ser apenas uma força do hábito, mas é preciso ter consciência da presença de Jesus na oração, porém não apenas naquele atendimento individual ou coletivo que eu estou fazendo, mas no Carisma Comunidade Católica Reviver.
Convido agora todos os irmãos a fazer comigo o itinerário dos discípulos de Emaús e descobrirmos três maneiras em que o Senhor Jesus se manifesta a nós. Manifestar e o mesmo que revelar, ou dar-se a conhecer. Então são três a formas que o Senhor Jesus dar-se a conhecer a nós enquanto discípulos.
• Primeiro cenário
Falta de comunhão: motivo e conseqüências
Vamos dividir essa narrativa por cenários para que nossa compreensão do texto seja facilitada. O primeiro cenário vai do versículo 13 a 17. Esse cenário narra o afastamento dos dois discípulos de Jerusalém, marca o início da viagem para Emaús, até o surgimento de Jesus no caminhar dos mesmos.
Para compreender o motivo do afastamento e consequentemente da desagregação dos dois da comunidade Cristã. Comunidade essa que está reunida em Jerusalém sobre a liderança de Pedro. A comunidade estava fragilizada pela morte de Jesus, mas permanecia reunida. Nessa circunstância aparecem as santas mulheres e anunciam para a Comunidade o que elas tinham visto e ouvido dos anjos que estavam no túmulo vazio onde Jesus tinha sido sepultado. “Não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos disse, quando ainda estava na Galiléia: É necessário que o Filho do Homem ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e, no terceiro dia ressuscitar. Então as mulheres lembraram da Palavra de Jesus, Voltando do túmulo anunciaram tudo isso aos onze e a todos os outros”. (Lc 24, 6-9)
Vejamos bem a frase final que fecha o texto citado: “Anunciaram tudo isso aos onze e aos outros”. Entre os onze e o outros certamente está incluído os dois discípulos que mais tarde abandonaria o grupo e partiriam para Emaús. Olha só, como eles reagiram diante do anúncio da ressurreição de Jesus. “mas eles acharam tudo isso um delírio e não acreditaram”. (24,11) Eles não acreditaram, exceto Pedro, que “levantou-se, correu para o túmulo. Olhou para dentro e viu apenas os lençóis. Então voltou para casa admirado com que havia acontecido”! (24.12)
Daí nós vamos entendendo o motivo pelo quais os dois se afastam de Jerusalém, por não acreditarem na Palavra de Jesus e também na Palavra da Comunidade representada pela atitude de Pedro, que ao correr para o túmulo e ver que o mesmo estava vazio, voltou para casa admirado com o que tinha acontecido, essa admiração de Pedro era o anúncio oficial da Igreja, de que ela acreditava na ressurreição do seu Senhor.
Quando nós não acreditamos na Palavra de Jesus e na Palavra da Comunidade que se fundamenta na experiência feita por ela da vivencia do que disse Jesus, nós também nos desagregamos nos afastamos do grupo e a passos largos vamos rompendo essa comunhão fundamental para o exercício da missão evangelizadora, incumbência essa, que a mesma recebeu de Jesus.
A falta de comunhão e consequentemente o afastamento dos dois membros, é sofrida e muito sofrida pelo restante da comunidade que permanece unida, mas ela é danosa para aqueles que se afastam. Porque é danosa? Porque por mais que eles conversem entre si e vejam que a conversa gira em torno da palavra de Deus, ou seja, morte e ressurreição de Jesus, eles não se entendem e começa a discutir pelo caminho. Quando os irmãos deixam de viver como filhos da comunidade gerados pelo Carisma de fundação, eles não são capazes de perceber a presença de Jesus no meio deles, nem a partir do momento que o próprio Jesus se põe a caminho com eles. “o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. Os seus olhos, porém estavam como que vendados, incapazes de reconhecê-los” (24,16) o pior é que ainda estavam com o semblante triste quando Jesus os interroga sobre o que vão conversando pelo caminho.
• Segundo cenário
Pedagogia de cura
A falta de compreensão que eles tiveram da Cruz de Jesus foi causa da quebra de comunhão. Vejam que fato interessante, a Cruz, na visão dos dois é o instrumento de tortura que fere e mata a esperança deles, mas é ao se afastarem da Cruz que eles são feridos. Ferida essa que ainda agora estava fazendo sangrar o coração. Eles precisavam de uma delicada intervenção cirúrgica que estancasse o sangue da fé e cicatrizasse a ferida da dúvida. Por esse motivo Jesus se propõe a caminhar com eles. Mesmo ele sabendo que o caminho traçado por eles, não era o caminho da superação. Ninguém supera suas dúvidas e cura suas feridas afastando de Jerusalém. Afastando-se do Calvário, fugindo da Cruz. “Por suas chagas que somos curados” (Is 53,5c)
Por isso faz parte da pedagogia de cura de Jesus, caminhar com o homem ferido. Jesus não está ali para pedir aos dois que façam o retorno para Jerusalém, mas para convencê-los a voltar. Para isso é preciso de certo tempo, por isso é importante fazer o caminho com eles.
Entretanto a pedagogia de Jesus não é só caminhar, mas também ouvir o que eles têm para dizer. Se ouvi-los não tinha nenhuma importância para Jesus, não acrescentaria nada em sua glória e dela tirariam uma fagulha se quer, para eles era muito importante serem ouvidos por Jesus. O segundo cenário inicia-se no versículo 17 e vai até o verso 24
Não sei se vocês já perceberam o que eu vou dizer agora. Já constataram que quando uma pessoa afasta de uma determinada comunidade, mesmo que ela vá pra outra, ela fica meio desacreditada das pessoas? Poderíamos citar vários exemplos, tanto perto, como longe de nós, mas não há necessidade. Mesmo que o que essa pessoa esteja falando seja a mais pura verdade. Ela fica desacreditada por ter quebrado seu vínculo inicial.
Foi justamente isso que aconteceu com os discípulos de Emaús. Eles estavam falando pra Jesus uma grande verdade, verdades do artigo de fé que nós confessamos hoje. Falavam grandes verdades como se fossem mentiras, justamente porque falavam daquilo que não acreditavam, pois se acreditassem não teriam afastado da Comunidade de crentes. A situação é até um pouco cômica! Eles usaram a Verdade da Palavra, para tentarem convencer o próprio Jesus que ele estava morto. Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. “A ele, porém, ninguém viu”. (24)
• Terceiro cenário
Ele está no meio de nós, por sua Palavra
Esse terceiro cenário inicia-se no verso 25 e vai até o 27. São apenas dois versículos, mas de uma profundidade que não se pode medir, pois trata-se do primeiro meio pelo qual o Senhor se da a conhecer a nós, se releva no meio de nós: por sua Palavra.
Veja que Jesus inicia sua fala com uma intervenção que parece um tanto quanto dura. Jesus os chama de sem inteligência e lentos para crer na palavra dos profetas que fariam referencia a ele. Acreditar na Palavra de Deus é uma questão de inteligência e a lentidão em acreditar nela e o aguilhão que nos fere.
O que Jesus faz é explicar para eles as sagradas Escrituras, fazendo-as desembocar no seu sacrifico na Cruz, único capaz de redimir o homem e lhe dar garantia de eternidade. Jesus se dá a conhecer aos discípulos por meio de sua pregação, por isso não se concebe um discípulo que não faça da Palavra de Jesus, fundamento de conversão. A Palavra de Deus na pregação de Jesus e o fundamento da conversão dos dois. Eles só convidaram Jesus para ficar com eles aquela noite, (fica conosco, pois já e tarde e a noite vem chegando V 29) porque a sua Palavra tinha iluminado e aquecido a frieza daquele dia. “Não estava ardendo nosso coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras”? (24,32)
A bíblia deve fazer parte do cotidiano de nossa oração, ela é o alimento de nossa espiritualidade carismática, deve inflamar nosso coração. A comunidade Reviver tem como um item na sua regra de vida que está sendo escrita a oração e a leitura da Palavra de Deus na liturgia diária, isso é regra, portanto deve ser obedecida por todos os filhos desse carisma, entretanto a Comunidade espera muito mais ainda dos seus filhos. Ela espera que dentro da liberdade de cada um, que possamos ultrapassar a fronteira da liturgia diária na leitura da Bíblia. Sem essa dedicação ao estudo da Bíblia não haverá crescimento em nosso ministério. A liturgia e como se fosse o prato de entrada de uma refeição solene. Em uma mesa de refeição ninguém fica no prato de entrada, mas come até a sobremesa. Portanto conhecer a Bíblia e conhecer Jesus, aprofundar o nosso conhecimento da Bíblia e aprofundar no Conhecimento de Jesus Cristo. Pois como nos ensina a constituição dogmática Dei Verbun 11 “As coisas divinamente reveladas, que se encerram por escrito e se manifestam na Sagrada Escritura foram consignadas sob a inspiração do Espírito Santo”, a Ela devemos dar todo crédito e veneração.
• Quarto cenário
Ele está no meio de nós, na Eucaristia
Tal qual o terceiro cenário, esse quarto e também curto, contem três versículos apenas. Vai do 38 ao 42, mas de uma riqueza incomensurável.
Ao chegar à localidade de Emaús, Jesus fazia menção de seguir adiante, quando os discípulos, com o coração compungido pela Palavra, pediram a ele: “fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando”. (24,29) Jesus entra e permanece ali com eles. Vamos voltar nossa atenção para o versículo 30 “Depois que ele sentou a mesa com eles, tomou o pão, pronunciou a benção, partiu-o e deu a eles”.
O Evangelista Lucas da a essa refeição um tom eucarístico, tom esse usado por ele mesmo em outras situações para distinguir a ceia eucarística. “a seguir, tomou o pão, deu graças, partiu-o e lhes deu”. (Lc 22,19) “Então pegou ele os cinco pães e os dois peixes, ergueu o olhos para o céu, pronunciou sobre eles a benção, partiu-os e os deus aos discípulos para que distribuísse ao povo”. (Lc 9,16)
O Evangelista quer nos fazer sentir e entender que na Fração do Pão, no Banquete Eucarístico, nós nos encontramos com o Ressuscitado e nos encontramos enquanto comunidade cristã. Por mais que essa refeição na mesa de Emaús pareça ser uma refeição comum, não era! Vejam bem, os dois discípulos estavam no dia a dia de Jesus, eles sabiam distinguir muito bem uma refeição comum de uma refeição solene. Eles também estavam presentes, quando Jesus celebrou com os discípulos a última Páscoa judaica e a primeira Eucaristia.
Olhem que acontecimento belo, quando Jesus parte o pão para eles: “Nesse momento seus olhos se abriram, e eles o reconheceram”. (24,31) Em cada Eucaristia Jesus repete esse gesto, para se manifestar a nós, apesar de nossa miséria. Jesus se manifesta na Palavra, como já vimos, entretanto, ele se manifesta de maneira solene na Eucaristia. A Eucaristia não deixa dúvida: Jesus ressuscitou verdadeiramente.
O membro da comunidade não pode se privar do encontro com Jesus na Eucaristia, esforço nenhum que possamos fazer no campo missionário serve como justificativa para deixar de participar da Eucaristia dominical
É preciso entender também que a participação de cada membro da comunidade no Banquete Eucarístico fortalece o vínculo comunitário. Quando os discípulos de Emaús reconheceram Jesus no pão partido, a primeira atitude deles foi fazer o caminho de volta para a comunidade. Quem comunga o Pão Eucarístico, comunga também a vida do irmão. “Naquela mesma hora, levantaram-se e voltaram para Jerusalém, onde encontraram reunidos os Onze e os outros discípulos”. (24,33)
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Carta Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir a Policarpo (séc. I):
Início da Carta a Policarpo, de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir (séc. I):
"Inácio, chamado também o Teóforo, a Policarpo, bispo da Igreja de Esmirna, que tem acima de si, como bispo, a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo, efusiva saudação.
Tendo provas do teu espírito piedoso, fundado sobre rocha inabalável, elevo grandes louvores por ter sido digno de ver teu santo rosto. Praza a Deus dele gozar sempre em Deus! Rogo-te, pela graça que te reveste, a intensificares tua corrida e exortar a todos para que se salvem. Desempenha bem tua missão com toda a diligência corporal e espiritual. Tem cuidado pela unidade, pois nada há de melhor. Suporta a todos como o Senhor te suporta. Tolera a todos na caridade, como já o fazes. Entrega-te à oração incessante. Pede uma sabedoria ainda maior do que tens. Vigia, com espírito sempre desperto. Fala a cada um segundo a maneira habitual de Deus. Sofre as fraquezas de todos como perfeito atleta. De fato, onde há mais trabalho, aí também se encontra o maior lucro.
Nenhum merecimento te advém de amar os bons discípulos. Portanto, trata com mais brandura os mais doentes. Não se cura toda chaga com a mesma pomada. Refresca com abluções os ímpetos febris. Em tudo sê prudente como a serpente e simples como a pomba. Porque és um ser corporal e espiritual, trata com calma o que te acontecer. Pede que te sejam manifestadas as realidades invisíveis, a fim de que nada te falte e sejas rico de todos os dons. O tempo te solicita como o piloto submetido aos ventos. Também batido pela tempestade, procuras o porto onde alcançarás a Deus com os teus. Sê sóbrio como atleta de Deus. O prêmio prometido é a imortalidade e a vida eterna, como estás convencido. Em tudo por ti sou um sacrifício expiatório, eu e minhas cadeias que beijaste.
Aqueles que parecem merecer confiança mas ensinam coisas estranhas não te aterrorizem. Fica firme como a bigorna que é malhada. Convém ao grande atleta ser ferido e vencer. Principalmente por causa de Deus precisamos tudo suportar para que ele também nos suporte. Torna-te ainda mais zeloso. Pondera os tempos. Aguarda Aquele que é além do tempo, intemporal, invisível, que se fez visível, por nossa causa. Ele, intocável, impassível, que se fez passível por nossa causa e de todos os modos padeceu por nós.
Não se negligenciem as viúvas. Depois do Senhor,sê tu seu protetor. Nada se faça sem a tua vontade nem faças algo sem Deus; o que não acontece! Sê constante. Não desprezes os escravos e as escravas. Mas que eles não se ensoberbeçam. Pelo contrário, que sirvam melhor para a glória de Deus, a fim de receberem de Deus uma liberdade mais perfeita. Não desejem alforria a expensas da caixa comum, para não se escravizarem à cupidez".
quinta-feira, 10 de maio de 2012
ESCREVER É FÁCIL
Na madrugada do dia 4 de maio eu acordei pensativo. O que eu vou dizer para recepcionar meus amigos que virão prestigiar o lançamento de meu livro? Pensava eu! Vagueando em conceitos, viajava pelas estradas da imaginação, rompendo as escuras da falta de inspiração até o raiar das idéias, como as primeiras luzes do arrebol, como eu solitário, faço sempre cortando as estradas de Minas no escuro da noite até o brilho do amanhecer do novo dia em meu Tiziu de rodas. Quando rolava de um lado para o outro na cama, procurando uma posição cômoda para dormir novamente e assim divagar o assunto; raios de idéias começaram a surgir. Eu via com os olhos da imaginação, o rosto de cada amigo, e fui percebendo a importância de cada um em minha vida. Assim veio a primeira frase: Escreve é Fácil!
Escrever é fácil quando se tem memória, ou melhor, quando se tem na memória, fatos e histórias. O que não me falta na memória são fatos e histórias, afinal em 2012 completei 50 anos de memórias. Nesse ano, cujo, os meses correm veloz, tão diferente da minha infância, onde os dias pareciam não passar; tive experiências inesquecíveis. Fiquei 4 dias com meus pais em minha terra natal. Só eu e eles, mais ninguém, dispensei a presenças dos meus irmãos, fui bem egoísta, pois queria sentir que era só meu o amor de José dos Santos e Maria Syria. Com eles, fui à fazenda onde eu nasci, adentrei nas ruínas do casebre onde eu vi pela primeira vez a luz do dia, sim era luz do dia, cinco horas da tarde de um belo domingo. Emocionei-me tanto, quase que eu via a roseira branca plantado na porta da sala, o velho fogão a lenha ainda fumegando e sobre a chapa, as velhas panelas de ferro. Lá do outro lado da rua, estava o pé de caroba roxo, o mesmo de minha infância, cuja sombra me servia de abrigo. Vi novamente a igrejinha, que foi minha primeira escola, lembrei cantando “que saudade da professorinha que me ensinou o B A BA”. Saudade de dona Lindaura!
Gente! Eu tive festa de aniversário, 50 anos só se faz uma vez na vida! Na festa, eu tive o presente de meus 7 filhos e dois netos, só meus, não os dividi com preocupações e correções. Tive 6 irmãos, só pra mim, sem a preocupação do tempo e dos afazeres que por muito nos separaram. Não posso esquecer-me dos números incontáveis de sobrinhos, tinha brancos, negros e acredite, até amarelos, toda hora chegava um e dizia: “benção Tio. Lá estiveram centenas de amigos, que me fizeram sentir amado e importante. Isso tudo são fatos que transformaram em histórias e que estão registrados na minha memória. O bom é que posso acessá-las quando eu quiser e me emocionar novamente!
Escrever é fácil, quando se tem uma namorada como você Maria de Lourdes Mendes, que reza por mim, que me incentiva, que aceita até torcer pelo meu time, só pra não me ver chateado. Te amo! A você meu muito obrigado.
Escrever é fácil, quando você tem amigos e amigas que te incentivam e colecionam os seus textos, como se fossem pérolas poéticas escrita por um imortal da academia brasileira de letras. Amizades que leram meus primeiros textos, que se emocionou, mesmo diante de tantos erros, que me incentivaram dizendo: “vai em frente que leva jeito”.
Escrever é fácil quando você tem amigos filósofos que te inspiram quanto falta assunto. Aloísio e Emerson, vocês são bobos de mais! Todas as vezes que os chamei na minha sala, era porque me faltava assunto, ai eu jogava uma dúvida no ar, vocês começavam a debater e eu ia colhendo idéias que caiam como frutos, maduros e saborosos dos galhos das árvores que as dispensam generosamente.
Escrever é fácil, quando você tem amigos intelectuais, como o Amigo professor José Anselmo, que com generosidade corrigiu esse livro, a ele meu muito Obrigado. Escrever é fácil, quando você tem no seu convívio diário uma benção de Deus chamada Juliana de Oliveira Alves, Ela é a design que criou a capa do livro. Juliana, sua arte visual enobrece ainda mais o que eu escrevi. Dizem que o embrulho coloca em destaque o valor do presente. Obrigado por seu esforço em destacar essa obra literária.
Escrever é fácil, quando tem amigos como Rogerio Rosa, presidente do conselho Estadual da Renovação Carismática Católica de Minas Gerais. David Arão Siqueira, fundador da Comunidade Católica Reviver, prefaciando o seu livro. Que grande incentivo eu recebi de vocês dois. Muito Obrigado! Escrever é fácil, quando se tem irmãos como eu tenho nos membros da Comunidade Católica Reviver. Irmãos que me incentivam, rezam comigo e por mim, que me corrigem e aconselham. Vocês são maravilhosos. Essa minha família espiritual é a mais eclética e a mais bela do mundo. Vocês me fazem experimentar os mais genuínos sentimentos humanos, com vocês eu viajo da tristeza para a alegria, do choro intenso a mais bela gargalhada, da conversa seria a piada bem humorada. Obrigado por existirem na minha vida.
Escrever é fácil, quando se tem amigos maravilhosos e imprescindíveis como todos vocês que estão aqui nessa noite e tantos outros que não puderam estar. Amigos que são solidários, que dividem o pão comigo, amigos que cuidam de mim, que me ajudam a carregar a cruz, quando por minha fraqueza eu a sinto pesar. Amigos que curtem o meu trabalho.
Alias, curtir é a palavra da moda hoje. Com a explosão das redes sociais é muito comum o amigo curtir a sua foto, curtir o seu comentário, curtir o texto que você postou.
Curtir pode ser a palavra da moda, mas o ato de curtir é muito antigo. Lembro-me de meu vovô Honório Clarindo, curtindo o couro do boi que acabará de matar, curtindo a carne de porco na gordura, pois não tinha freezer para congelar, lembro do meu pai curtindo no vinagre a conserva de legumes que ele gostava de fazer.
Curtir é deixar algo de molho em um líquido que o amolece, sem, no entanto perder sua identidade. Vocês são amigos que eu coloco de molho no líquido do amor. Amigos que não estão sempre diante dos meus olhos, mas que não significa ausência em minha vida. Quando estão distante do meu olhar é porque estão guardados no relicário do coração. Esse coquetel é uma oportunidade que Deus me concede de tirá-los do relicário, colocá-los ao alcance dos meus olhos e me emocionar com cada um!
Me desculpe o rei Roberto Carlos, eu quero ter um milhão de amigos, mas para cantar mais forte não necessariamente tem que ter essa quantidade, eu tenho bem menos que um milhão de amigos, entretanto eu canto forte, eu escrevo forte, porque meus amigos são minha grande motivação, meus grandes inspiradores.
Amigos e irmãos em Cristo Jesus, há vocês meu muito obrigado. Deus lhes abençoe!
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