Não tenhas medo de amar
De entregar o coração
E com ele, toda a força dos teus sonhos,
Das aspirações encobertas
No santuário dos teus pensamentos.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
O RAPAZ E A ESTRELA
No reino do amor morava um jovem belo, de sorriso encantador. Todas as noites, o belo rapaz passava horas a fio contemplando as estrelas no firmamento. Acreditava o solitário mancebo na lenda que lhe contara, que a amada com quem sonhava e alimentava sua fantasia tinha se transformado em estrela e se juntara a outras para embelezar a noite. Olhava uma por uma, observando a intensidade do brilho, fixava sempre na mais bela. Com o violão em punho começa dedilhar canções de amor para a amada. Acreditava que Dalva (assim ele a chamava), de tanto ouvir seus poemas em forma de canção abandonaria a constelação e viria ser só dele mandando embora a solidão que a tanto lhe acompanhava.
Um dia o soberano daquele reino, decretou por influencia da rainha, que todos os sonhos de amor deveriam tornar-se realidade. Nenhum de seus súditos deveria ser escravo da solidão. A partir desse instante ficara decretado pelo rei, que cada um daqueles que tinham sonhos de amor não concretizado, deveriam escolher o dia e momento favorável para a celebração do encontro.
O jovem radiante de alegria escolheu um sábado de lua cheia, para ser testemunha do encontro que ficaria gravado para sempre em sua vida. Vestido a rigor para tal ocasião, tomando nos braços seu violão, companheiro de tantas noites de espera, com o olhar fixo na estrela mais bela recitou em forma de canção os mais lindos poemas de amor. De repente toda bela e radiante Dalva surge... Com sua beleza imponente, cabelos negros abaixo dos ombros, dentro de um vestido preto que coloca em evidencia a luminosidade de seu ser. O jovem amante, boquiaberto se curvou diante do encanto de sua amada; desejava que aquela noite não se findasse. Em um beijo longo e envolvente os dois se entregaram ao desejo do amor. Dalva e seu admirador esqueceram de suas diferenças. Ela por uma noite esqueceu que era estrela, que havia sido criada para habitar nas alturas, ele esqueceu que era aqui de baixo e que dotado de sentimentos, sua vocação era sonhar.
Mas no reino do amor à noite é como na vida real, ela chega ao fim quando surgi os primeiros raios de sol. Quando a noite findou Dalva se recolheu para as alturas e o jovem apaixonado despertou de seu sonho. Mas o amor deixou marcas profundas no coração do mancebo. E na face de Dalva notava-se um brilho mais intenso.
Hoje os dois estão separados, por que o soberano desse reino esqueceu de propósito perpetuar o sonho de amor através de decreto real. Dalva vive em seu mundo, rodeada por outras estrelas e cortejada por muitos cometas. Em contra partida o rapaz tenta voltar à rotina de sua vida, mesmo sabendo que depois desse encontro meteórico sua vida nunca mais seria a mesma.
Todas as noites de lua, o rapaz pega o violão, senta no banco de peroba que assistiu passivo a noite inesquecível de amor, olhando para o firmamento; canta a canção preferida de sua amada. Ela a Estrela Dalva, de veste prateada e brilho intenso no rosto, sorrir para o seu amado dizendo: - “No reino do amor não é proibido sonhar!”.
O Rapaz e a Estrela vão continuar encontrando-se em cada noite de lua, na voz de cada seresteiro, em todas frases de amor.
Vitório Evangelista Chaves.
Um dia o soberano daquele reino, decretou por influencia da rainha, que todos os sonhos de amor deveriam tornar-se realidade. Nenhum de seus súditos deveria ser escravo da solidão. A partir desse instante ficara decretado pelo rei, que cada um daqueles que tinham sonhos de amor não concretizado, deveriam escolher o dia e momento favorável para a celebração do encontro.
O jovem radiante de alegria escolheu um sábado de lua cheia, para ser testemunha do encontro que ficaria gravado para sempre em sua vida. Vestido a rigor para tal ocasião, tomando nos braços seu violão, companheiro de tantas noites de espera, com o olhar fixo na estrela mais bela recitou em forma de canção os mais lindos poemas de amor. De repente toda bela e radiante Dalva surge... Com sua beleza imponente, cabelos negros abaixo dos ombros, dentro de um vestido preto que coloca em evidencia a luminosidade de seu ser. O jovem amante, boquiaberto se curvou diante do encanto de sua amada; desejava que aquela noite não se findasse. Em um beijo longo e envolvente os dois se entregaram ao desejo do amor. Dalva e seu admirador esqueceram de suas diferenças. Ela por uma noite esqueceu que era estrela, que havia sido criada para habitar nas alturas, ele esqueceu que era aqui de baixo e que dotado de sentimentos, sua vocação era sonhar.
Mas no reino do amor à noite é como na vida real, ela chega ao fim quando surgi os primeiros raios de sol. Quando a noite findou Dalva se recolheu para as alturas e o jovem apaixonado despertou de seu sonho. Mas o amor deixou marcas profundas no coração do mancebo. E na face de Dalva notava-se um brilho mais intenso.
Hoje os dois estão separados, por que o soberano desse reino esqueceu de propósito perpetuar o sonho de amor através de decreto real. Dalva vive em seu mundo, rodeada por outras estrelas e cortejada por muitos cometas. Em contra partida o rapaz tenta voltar à rotina de sua vida, mesmo sabendo que depois desse encontro meteórico sua vida nunca mais seria a mesma.
Todas as noites de lua, o rapaz pega o violão, senta no banco de peroba que assistiu passivo a noite inesquecível de amor, olhando para o firmamento; canta a canção preferida de sua amada. Ela a Estrela Dalva, de veste prateada e brilho intenso no rosto, sorrir para o seu amado dizendo: - “No reino do amor não é proibido sonhar!”.
O Rapaz e a Estrela vão continuar encontrando-se em cada noite de lua, na voz de cada seresteiro, em todas frases de amor.
Vitório Evangelista Chaves.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
VOLTA PARA DEUS
Volta para Deus toda vez que a tempestade anunciar-se sombria no teu céu azul.
Volta para Deus toda vez que os fantasmas da ilusão assombrarem tua consciência.
Volta para Deus quando te sentires perdido,
sem saber qual caminho tomar.
Volta para Deus quando o choro invadir o
teu riso puro e inocente.
Volta para Deus quando atacares teu irmão, devolvendo-o à harmonia da criação.
Volta para Deus quando o vazio instalar-se
no teu preenchimento, na tua ânsia de viver.
Volta para Deus quando os dias não te derem
a luz do sol.
Volta para Deus quando as noites não te derem
o brilho das estrelas.
Volta para Deus quando te faltar o amor.
Volta para Deus quando a culpa corroer teu ser.
Volta para Deus, pois o Deus amoroso está em ti e é por ti por toda a eternidade,
protegendo-te momento a momento com suas mãos calorosas e sua luz mansa e amorosa.
Volta para Deus, pois em Deus está a cura para todos os teus males, a bênção para todas as tuas dores e o amor para todos as tuas carências.
Volta para Deus toda vez que os fantasmas da ilusão assombrarem tua consciência.
Volta para Deus quando te sentires perdido,
sem saber qual caminho tomar.
Volta para Deus quando o choro invadir o
teu riso puro e inocente.
Volta para Deus quando atacares teu irmão, devolvendo-o à harmonia da criação.
Volta para Deus quando o vazio instalar-se
no teu preenchimento, na tua ânsia de viver.
Volta para Deus quando os dias não te derem
a luz do sol.
Volta para Deus quando as noites não te derem
o brilho das estrelas.
Volta para Deus quando te faltar o amor.
Volta para Deus quando a culpa corroer teu ser.
Volta para Deus, pois o Deus amoroso está em ti e é por ti por toda a eternidade,
protegendo-te momento a momento com suas mãos calorosas e sua luz mansa e amorosa.
Volta para Deus, pois em Deus está a cura para todos os teus males, a bênção para todas as tuas dores e o amor para todos as tuas carências.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
A CAMINHADA
A estrada da vida tem seu ponto de chegada, a estratégia traçada por cada um de nós é o fator determinante para o sucesso ou fracasso.
“Os corredores correm todos, mas um só recebe o prêmio. Correi, pois, de modo a leva-lo” (1Cor 9,24).
Há os que caminham de maneira displicente, como o homem que caminhava de Jerusalém para Jericó (cf Lc 10,30). Não observa a margem, não olha adiante; por isso não se previne contra os bandidos que estão à espreita.
Bandidos do ateísmo, da indiferença em relação a Deus, da falta de esperança e da inércia espiritual. Essa quadrilha rouba a dignidade do caminhante, transforma seu sonho em ilusão e depois de o deixarem semimorto sepultam seus objetivos no pó da estrada.
Há caminheiros que são adeptos do estilo Bartimeu de caminhar. São abatidos pelo vírus da preocupação e as escamas do desânimo cobrem-lhe os olhos; não lhes restando alternativa, senão sentar-se à beira do caminho e entregar a vida nas mãos da incerteza.
O pelotão de elite na caminhada da vida é formado por aqueles que se esquecendo do caminho já percorrido, lança-se com ânsia para o que esta à frente, faz da meta o grande motivador. Os olhos não podem fixar-se no cansaço e nos obstáculos do caminho, mas devem estar fitos no prêmio que Deus nos reserva.
“Todos os atletas se impõem uma ascese rigorosa; eles por uma coroa perecível, mas nós por uma coroa imperecível. Eu, portanto, corro assim” (1Cor 9,25-26).
“Os corredores correm todos, mas um só recebe o prêmio. Correi, pois, de modo a leva-lo” (1Cor 9,24).
Há os que caminham de maneira displicente, como o homem que caminhava de Jerusalém para Jericó (cf Lc 10,30). Não observa a margem, não olha adiante; por isso não se previne contra os bandidos que estão à espreita.
Bandidos do ateísmo, da indiferença em relação a Deus, da falta de esperança e da inércia espiritual. Essa quadrilha rouba a dignidade do caminhante, transforma seu sonho em ilusão e depois de o deixarem semimorto sepultam seus objetivos no pó da estrada.
Há caminheiros que são adeptos do estilo Bartimeu de caminhar. São abatidos pelo vírus da preocupação e as escamas do desânimo cobrem-lhe os olhos; não lhes restando alternativa, senão sentar-se à beira do caminho e entregar a vida nas mãos da incerteza.
O pelotão de elite na caminhada da vida é formado por aqueles que se esquecendo do caminho já percorrido, lança-se com ânsia para o que esta à frente, faz da meta o grande motivador. Os olhos não podem fixar-se no cansaço e nos obstáculos do caminho, mas devem estar fitos no prêmio que Deus nos reserva.
“Todos os atletas se impõem uma ascese rigorosa; eles por uma coroa perecível, mas nós por uma coroa imperecível. Eu, portanto, corro assim” (1Cor 9,25-26).
ACREDITANDO EM DEUS
Se podes alguma coisa? Tudo é possível àquele que Crer (Jesus)
Tudo depende da Sua fé, da sua fé centrada em Cristo Jesus.
Não te enganes ao acreditar que tudo que necessitas para viver em plena harmonia
reside em qualquer outro espaço que não dentro do Coração Misericordioso e amoroso do Senhor Jesus.
Creia no Senhor Jesus e submeta a Ele tua vontade de ser feliz,
Creia em sua palavra: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (JO 14,)
Confia no poder de Deus que está
a te guiar. Não estás só!
Você não está sozinho no curso da vida. Deus não te abandona quando o caminho torna íngreme, nem mesmo quando passas pelo vale da sombra da morte. Deus caminha contigo, fazendo que floresça a beleza da vida.
Tudo depende da Sua fé, da sua fé centrada em Cristo Jesus.
Não te enganes ao acreditar que tudo que necessitas para viver em plena harmonia
reside em qualquer outro espaço que não dentro do Coração Misericordioso e amoroso do Senhor Jesus.
Creia no Senhor Jesus e submeta a Ele tua vontade de ser feliz,
Creia em sua palavra: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (JO 14,)
Confia no poder de Deus que está
a te guiar. Não estás só!
Você não está sozinho no curso da vida. Deus não te abandona quando o caminho torna íngreme, nem mesmo quando passas pelo vale da sombra da morte. Deus caminha contigo, fazendo que floresça a beleza da vida.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
De volta ao amor
De volta ao amor
A tua cura tem origem no amor. Procura, pois, a tua harmonia, o teu equilíbrio, e através destes volta-te a tua originalidade, pois você foi criado imagem de Deus. Purifica teu ser nas águas límpidas que brotam do coração de Jesus e assim uma nova criatura você será.
Interioriza tua visão e olha para Deus, que habita em teu ser e, através Dele, permite-te que a liberdade te conduza e ti ensine o que precisas aprender.
Dá espaço para que Deus possa falar ao teu coração, pois é para falar ao coração que ele te atrai para o deserto. Volta-te para o amor de noivado, para o amor primeiro, não há outros meios de estares em harmonia senão pelo amor que pulsa do coração de Deus para ti, protegendo-te, mesmo quando não estás ciente deste.
Tua jornada teve início há muito, muito tempo... Procura não perder o que é precioso para ti, não te estendendo demasiadamente com os afazeres do mundo. Reserva para ti momentos de silêncio e oração. Contempla com tua visão interior o que reluz vivamente em você.
É essencial que despertes do sono, Criança de Deus, para que assim possas sentir verdadeiramente amada por Ele.
A tua cura tem origem no amor. Procura, pois, a tua harmonia, o teu equilíbrio, e através destes volta-te a tua originalidade, pois você foi criado imagem de Deus. Purifica teu ser nas águas límpidas que brotam do coração de Jesus e assim uma nova criatura você será.
Interioriza tua visão e olha para Deus, que habita em teu ser e, através Dele, permite-te que a liberdade te conduza e ti ensine o que precisas aprender.
Dá espaço para que Deus possa falar ao teu coração, pois é para falar ao coração que ele te atrai para o deserto. Volta-te para o amor de noivado, para o amor primeiro, não há outros meios de estares em harmonia senão pelo amor que pulsa do coração de Deus para ti, protegendo-te, mesmo quando não estás ciente deste.
Tua jornada teve início há muito, muito tempo... Procura não perder o que é precioso para ti, não te estendendo demasiadamente com os afazeres do mundo. Reserva para ti momentos de silêncio e oração. Contempla com tua visão interior o que reluz vivamente em você.
É essencial que despertes do sono, Criança de Deus, para que assim possas sentir verdadeiramente amada por Ele.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Laços
Certo dia eu amanheci com a sensibilidade a flor da pele, a solidão começava a mostrar sua cara e a saudade começava a falar de amor. Sabe esse dia que você acorda com vontade de receber um abraço, um afago na alma, um beijo? Pois é, era assim que eu estava.
Andando pelas ruas da cidade, deparei em uma galeria, uma loja que anunciava um curso para embalagens de presente e enfeites; o brilho, as cores fortes e delicadas das fitas de cetim me chamaram a atenção e ao mesmo tempo me atraíram para o interior da loja. Ali comecei a observar as mãos ágeis da instrutora e sua voz delicada a ensinar suas alunas, que por vez olhavam atentamente. Senti-me constrangido, pois era uma atmosfera puramente feminina.
Tinha laços de todas as formas, laços em formas de abraços, em forma de flores de várias cores pareciam um jardim. Envoltos em caixas, unidos a faixas, laçados em panos, que prendiam ramos. Laços que uniam alianças amarravam tranças, enfeitavam vestidos. Tinha até um “laço doce”, que na verdade era uma fita vermelha que prendia um pequeno cartão a um bombom Serenata de amor, cujo dizer do cartão era o seguinte: “com carinho, para adoçar sua vida”. Olha juro, mas juro mesmo! Nessa hora eu queria ser serenata de amor, postado na janela do teu coração cantar-lhe a mais doce canção de amor. Mas eu queria também que você fosse um Sonho de Valsa, preso com um laço branco, unido a um cartão com os seguintes dizeres: “quero embalar suas noites.” Queria eu que fosse mil noites de amor, carinho e compreensão.
Observei na vitrine que estava do meu lado uma caixa em formato de coração coberta por um veludo vermelho lacrada por um laço de fita amarelo em forma de flor. Vislumbrado com tamanha delicadeza, eu pedi a vendedora pra me mostrar tal objeto, curioso para ver o interior do mesmo, perguntei se tinha jeito de abrir sem danificar o laço, ela então pegando com as pontas dos dedos uma ponta do laço puxou sem nenhum esforço a laçada se desfez. Vi a caixa vazia, mas o interior era forrado com um veludo branco, estava pronto para receber uma jóia.
Nesse instante eu tive uma grande e bela lição! Aprendi por exemplo que laço é diferente de nó. Laço não prende, uni; o laço ajusta as partes unidas, mas não aperta e nem sufoca. O laço amolda as partes envolvendo-as como num só corpo, porem sem deixar feridas. O laço é tão barato, mas banha de ouro aquilo que é lata, ele é o glamour daquilo que é simples. Laço é sinônimo de abraço sem nenhum pudor, seja ele de qualquer cor, de que fita for, será sempre a etiqueta da lembrancinha que alguém ganhou.
. O laço é o amor, o nó é o apego. O laço é o par de alianças que uni duas vidas respeitando a individualidade de cada uma, e por isso ela é o vinculo de um compromisso eterno. O nó é como elos de uma corrente prendem um ao outro, o colo feito para o encaixe vai se desgastando, um elo arrebenta e o outro fica só.
Alguém pode dizer o laço se desprende com facilidade, sim ele é projetado para se desfazer com facilidade, para que isso não aconteça é preciso manusear o objeto preso por um laço com delicadeza, com jeito é preciso pegar com carinho, colocar em local seguro. Se pegar com força, jogar de qualquer jeito o laço de rompe.
Você já tentou desatar um nó em uma fita de cetim? E difícil e quando você consegue, as partes presas pelo nó ficam enrugadas feias, muitas vezes o nó não se desfaz, ai tem que usar uma tesoura pra corta a fita, e ai já se viu, uma parte fica mutilada e a outra fica com o que não é seu.
Bom me deixa terminar por aqui, o assunto é bom, mas não posso ir alongando. Talvez você esteja perguntando: “E a caixa vermelha presa por um laço de fita amarela”? Essa caixa é o meu coração e nela coloco todo meu amor. Mas veja, eu quero receber ela de volta com seu coração dentro, preso no mesmo laço, para que eu possa guardar no hostiário do meu peito.
Vitório Evangelista Chaves.
29/08/210
Andando pelas ruas da cidade, deparei em uma galeria, uma loja que anunciava um curso para embalagens de presente e enfeites; o brilho, as cores fortes e delicadas das fitas de cetim me chamaram a atenção e ao mesmo tempo me atraíram para o interior da loja. Ali comecei a observar as mãos ágeis da instrutora e sua voz delicada a ensinar suas alunas, que por vez olhavam atentamente. Senti-me constrangido, pois era uma atmosfera puramente feminina.
Tinha laços de todas as formas, laços em formas de abraços, em forma de flores de várias cores pareciam um jardim. Envoltos em caixas, unidos a faixas, laçados em panos, que prendiam ramos. Laços que uniam alianças amarravam tranças, enfeitavam vestidos. Tinha até um “laço doce”, que na verdade era uma fita vermelha que prendia um pequeno cartão a um bombom Serenata de amor, cujo dizer do cartão era o seguinte: “com carinho, para adoçar sua vida”. Olha juro, mas juro mesmo! Nessa hora eu queria ser serenata de amor, postado na janela do teu coração cantar-lhe a mais doce canção de amor. Mas eu queria também que você fosse um Sonho de Valsa, preso com um laço branco, unido a um cartão com os seguintes dizeres: “quero embalar suas noites.” Queria eu que fosse mil noites de amor, carinho e compreensão.
Observei na vitrine que estava do meu lado uma caixa em formato de coração coberta por um veludo vermelho lacrada por um laço de fita amarelo em forma de flor. Vislumbrado com tamanha delicadeza, eu pedi a vendedora pra me mostrar tal objeto, curioso para ver o interior do mesmo, perguntei se tinha jeito de abrir sem danificar o laço, ela então pegando com as pontas dos dedos uma ponta do laço puxou sem nenhum esforço a laçada se desfez. Vi a caixa vazia, mas o interior era forrado com um veludo branco, estava pronto para receber uma jóia.
Nesse instante eu tive uma grande e bela lição! Aprendi por exemplo que laço é diferente de nó. Laço não prende, uni; o laço ajusta as partes unidas, mas não aperta e nem sufoca. O laço amolda as partes envolvendo-as como num só corpo, porem sem deixar feridas. O laço é tão barato, mas banha de ouro aquilo que é lata, ele é o glamour daquilo que é simples. Laço é sinônimo de abraço sem nenhum pudor, seja ele de qualquer cor, de que fita for, será sempre a etiqueta da lembrancinha que alguém ganhou.
. O laço é o amor, o nó é o apego. O laço é o par de alianças que uni duas vidas respeitando a individualidade de cada uma, e por isso ela é o vinculo de um compromisso eterno. O nó é como elos de uma corrente prendem um ao outro, o colo feito para o encaixe vai se desgastando, um elo arrebenta e o outro fica só.
Alguém pode dizer o laço se desprende com facilidade, sim ele é projetado para se desfazer com facilidade, para que isso não aconteça é preciso manusear o objeto preso por um laço com delicadeza, com jeito é preciso pegar com carinho, colocar em local seguro. Se pegar com força, jogar de qualquer jeito o laço de rompe.
Você já tentou desatar um nó em uma fita de cetim? E difícil e quando você consegue, as partes presas pelo nó ficam enrugadas feias, muitas vezes o nó não se desfaz, ai tem que usar uma tesoura pra corta a fita, e ai já se viu, uma parte fica mutilada e a outra fica com o que não é seu.
Bom me deixa terminar por aqui, o assunto é bom, mas não posso ir alongando. Talvez você esteja perguntando: “E a caixa vermelha presa por um laço de fita amarela”? Essa caixa é o meu coração e nela coloco todo meu amor. Mas veja, eu quero receber ela de volta com seu coração dentro, preso no mesmo laço, para que eu possa guardar no hostiário do meu peito.
Vitório Evangelista Chaves.
29/08/210
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